
O Rio de Janeiro, hoje, tá parecendo um Vietnã.
Mas no Vietnã, pelo menos, ainda resta algo de Pacífico: o oceano.
Tenho visto muita gente rezando o terço ultimamente. É um tal de rezar em ponto de ônibus, metrô, fila do banco, banco da praça, meio da rua...Será a síndrome do rosário? Ou a síndrome de Rosinha?
Falar sobre o absurdo que a nossa cidade está vivendo já virou lugar comum. Nossa "Rocinha Garotinho" já provou que está brincando de casinha no governo. Seu marido "Anthony Molequinho" prefere brincar de polícia e ladrão. Mas qdo o cerco fecha e o pau come, eles resolvem brincar de pique-esconde. Levantam a mão e começam a gritar: "Comigo-não-tá!"
A gente corre, bate na parede e berra: Pique-um-dois-três, salve todos!
Salve-se quem pudeeeeeeer!
E agora, quem poderá nos salvar?
Precisamos da astúcia de Chapolin Colorado!!!
Do jeito que tá isso aqui, é mais seguro morar em Bagdá, Cisjordânia ou na Faixa de Gaza.
Acho que vou fazer uma "OF" (oração fervorosa) pra Santo Expedito - aquele das causas urgentes. Ou seria melhor apelar pra São Judas Tadeu - o das causas impossíveis?
Com a onda de violência que assola o Rio, corre na internet uma proposta pra mudança de nomes de logradouros e bairros cariocas, a começar pelo nome da cidade, que passará a se chamar Tiro de Janeiro. Os bairros serão:
Tirojuca, Metralhaí ou Atiraí, Praça AR-XV, Lebronx, Jardim Dopânico, Coca-bacana, Jerusaleme, Passafogo, Corre, Velho!, Cacetete, Largo do Rachado, Tiroteio dos Bandeirantes ou Recreio dos Traficantes, Barra Pesada da Tijuca, Assalto da Boavista, Ilha de Pagdá, Tiro Comprido, Ilha do Seqüestrador, Bem-não-fica, Madureza, Senador Morrerá, Irajaque, Gaza-Tiba, Honório Cruel, Roubalengo, Piedade Não me Mate, Cascagrossa, Del Gatilho e Maria Desgraça.